Tomaz Castelão


Faculdade de Ciências Socias e Humanas, UNL

"Que seja eterno enquanto dure."
- Vinicius de Moraes

Permitam que me apresente

Permitam que me apresente.

Nasci nos anos 90 com todos os sonhos do mundo. Até ver, nada fiz. Mas guardo ideias e projectos na memória. Guardo também revoltas, mas isso é outra história.

Sei que sou pouco e que pouco sei. Compreendo quando não me levam a sério, a sério. Por ser novo, por ter pouco tempo de vida. E sei que sou ínfimo, mas saibam que não o sou sozinho. Quem sou eu para vos perguntar mas quem são vocês para me subestimar? ”Do pó vieste e ao pó voltarás.” Vamos juntos?

Cresci numa época de transição. Do analógico para o digital, do real para o virtual. Numa época que nunca se chamará época, que no futuro será ofuscada pela rudimentaridade retrógrada da anterior e pela tecnologia evolutiva da posterior. Nos livros de História será descrita como “período de desenvolvimentos tecnológicos” e será folheada rapidamente. Isto, se houver História. Pior: isto, se houver livros.

A educação e a infância de há uns anos para cá mudou drasticamente. Os meus pais sabiam dos rios e eu mal sei se me rio. No telejornal via-se o homem subir à lua e hoje vê-se o homem cair por terra. Não se brinca ao macaquinho do Chinês, mas compram-se aparelhos vindos da China. Os miúdos encontram consolo em consolas. Já não levam cordas de saltar para os recreios. Não sabem fazer um quantos-queres. Não mandam bilhetes amorosos e propostas de namoro. Falam online e namoram por likes. São educados por ecrãs e crescem pela internet. Faltam-lhes remendos de ganga nas calças, dos joelhos esfolados, cabelos despenteados e unhadas na cara. Sapatos rotos e pensos pelo corpo. Crescem sem nunca ter metido as mãos na boca depois de ouvir um palavrão, imaginas?

Já nós não somos miúdos e ainda não somos exemplo. Não vivemos sem telemóvel e o que não percebemos é que não vivemos com telemóvel. As redes sociais a que estamos expostos são cor-de-rosa. Partilhamos segundos felizes para esconder vidas que passamos tristes. Todos querem rir e ninguém quer pensar. Somos a geração mais facilitada e mais preguiçosa. Estamos rotinados e acríticos. Se assim continuarmos, cessem as preocupações dos robôs que substituem os humanos e comecem as dos humanos que substituem os robôs.

Sobrevivi a mais do que um fim do mundo, se bem que cada vez mais para lá caminhamos. Abraçamos o que mata e matamos o que vive. Caminhamos para a morte porque é mais cómodo (sobre)viver num mundo com grandes fábricas, carros para todos e móveis bonitos. Somos contra a poluição, desertificação e desmatamento. Quer dizer, não somos. Mas dizemos que sim. Dispensamos os factos das reportagens alarmantes como se desligássemos o despertador aos fins de semana. “Hoje não estou para isso, deixa-me (morrer) em paz.”

Sei que sou pouco e que pouco sei. Não penso muito ou penso demais. Compenso com banalidades. Sou um mero leitor de dias chuvosos e um mísero filósofo de insónias. Só atinjo a sobriedade depois de beber uns copos. De resto, ando à deriva. Não gosto de dinheiro mas gosto da segurança que me traz. Não sou metódico e deixo as coisas para a última da hora. Sento-me à frente da secretária e espero pelas palavras que não se escrevem enquanto me assumo como narrador da minha própria vida. Enquanto percebo que o acessório se tornou essencial e o essencial acessório.

Os miúdos andam de calças para baixo e eu ando cabisbaixo.

E ando a suspirar mais vezes.

Permitam que me apresente. Há quem me chame ignorante. Há quem me chame demente.


94 comentários

  1. Obrigada Tomás, por seres um homem á antiga quando os de hoje sabem apenas a cantiga.

    1. Tomás Parabéns pela escrita, pelo conteúdo e por eternizares valores quase em extinção na nossa sociedade. Continua a "pensar demais", continua a escrever...

    2. Boa escrita, que bom haver gente assim, são dos anos 90 mas com muitos princípios de vida, parabéns

    3. Continue escrever e a pensar assim! Fossem os nossos jovens como o Tomás! Consciente num Mundo adormecido e inconsciente!

    4. Bravo! Nasci nos anos 70 e não escreveria melhor. Talvez tenha vivido melhor porque vivi no tempo do macaquinho do chinês e do salto ao eixo e da corrida para ver a abelha Maia ou o Verão Azul, mas não sou melhor. Sou de várias eras e já quase que posso contar a minha história, começando-a por " Era uma vez..." Mas não sou melhor. Faço-lhe companhia na demência. .. porque às vezes apetece estar demente porque o sóbrio é que nos "embriaga"... Levanto-me e grito-lhe: Bravo Tomaz!

      1. Tb sou dessa era e as saudades que tenho do " tempo dos mais novos", das séries infantis e juvenis, da Heidi em espanhol, do verao azul... E dos jogos! O loto da Maia! A pista da scalextric! O cubo! E música não havia melhor! Hoje é tudo tão artifi

    5. Serei mais velho, dado ainda ser da década de 80, no entanto partilho do sentimento.

    6. Também penso assim :/ Muito bem escrito, boas palavras. Os miúdos estão a perder a verdadeira infância. O homem cada vez mais dependente das tecnlogias. A grande parte das pessoas não sabe dosear a tecnlogia. Como tudo na vida, o que é demais é erro.

    7. Google.com amo te tomas es o meu heroi filosofo poeta da minha vida agora vou me suicidar porque o mundo nao vale nada.

    8. BRILHANTE!!! Parabéns

      1. Adorei, eu sou da época da rua, da corda, do macaquinho do chinês, amei

    9. Tomaz, o seu texto tocou-me. Obrigada pelo grito de alerta. Muitos alertas destes poderão, um dia, formar a massa crítica necessária à mudança. À mudança, não, à transformação!

    10. Revejo o Meu filho nas tuas palavras . O Meu filho escreve as tão bem ou melhor sobre o estado das coisas e o estado da sua alma ...tal como tu sente se infeliz e a minha geração é a culpada por ter feito de vocês robots Oxala consigam sair deste marasmo

    11. Gostei muito do teu texto . Continua a escrever. Um livro talvez...

    12. Revejo nestas palavras a verdade que nos mente todos os dias. Gostei de ler.

  2. Reflectir na inovação tecnológica e o seu impacto na vida social, numa plataforma online. gr8 m8 I r8 8/8

    1. Caríssimo Pascal, guardo com muita mágoa o facto de ter nascido depois da minha morte, o que impossibilitou que nos conhecêssemos.. Eu há uns aninhos disse que o prazer mais nobre é o júbilo de compreender.. Pense nisto.. O verdadeiro Pascal merecia melhor memória..

      1. Caros colegas, Desculpem só responder agora mas tenho andado ocupado em alavancar os meus followers no twitter. A idade já pesa. Pascal, estás a ser demasiado sério, tens que brincar mais vezes. Embora tenha estado muitas vezes em desacordo com o meu conterrâneo Aristóteles, tenho que concordar que "o ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflecte." Leo, lembra-te que alguém afirmou que "o homem está sempre disposto a negar tudo aquilo que não compreende." Eu, mantenho o que disse. Brinquem. Pois brincar é condição para ser sério. Follow me on twitter: Arqui_287a.c. #pontodeapoiorocks #levanteiomundo #agorafazmelhor

        1. Caros coleguinhas, Permitam-me que me apresente, já que o meu nome não é tão sonante e "aclichezado" para uma discussão filosófica como os vossos. O meu nome é Tales, sou de Mileto e lá morri. Sou o primeiro filósofo ocidental, ou seja pré socrático, do qual há registos e portanto uma história a ser contada. Defendi, enquanto vivo, que a força que sustentava o universo era a água! A água era, a meu ver, a "mãe" de todas as coisas, a forma da criaçao teria sido, achava eu, moldada pela água (ao contrário das opiniões dos meus discípulos). Estou aqui, neste mui nobre meio de comunicação, a renovar a minha teoria. A fonte de toda a vida, a coisa que sustenta o universo não é a água, oh como estava enganado..! Nem é um qualquer deus, ou deuses como os dogmáticos diziam no meu tempo, não! Nada disso! A voz do universo é a ironia! A ironia sustenta a humanidade como vigas sustentam o peso de uma casa. A ironia move a sociedade para a sua rotina como rodas de uma engrenagem. Mas acima de tudo, a ironia, meus caros, é tão invisivel a olho nu como um ser unicelular! Tão invisivel que aí o Pascal nem entendeu que fez uma critica à critica deste jovem, usando também o mesmo meio que este usou para se exprimir. Usando também um nome falso, não fosse o jovem descobrir onde o Pascal vivia e lhe fizesse uma esperinha... É que não há um meio melhor de difusão de informação que a internet... E parece-me, ou quer-me parecer, que este jovem criticou excessos, não desejou voltar ao meu tempo e escrever um texto em papel de papiro. Fico triste por si Pascal, que a esta hora e depois destes coleguinhas todos terem aparecido, de certeza que queria a minha água de volta... Para se afogar. Como sempre os melhores cumprimentos, temos que fazer uma reunião um dia destes pessoal! #abreijos #naotenhotwitter #massigammenasliçoesdevida PS- isto das tecnologias é de mais para mim, é a segunda vez que comento isto, vou voltar para Mileto.

          1. Ama a teu próximo como a ti mesmo e não faças aos outros o que não queres que façam contigo.

            1. JC, aprende a respeitar a ordem cronológica, se faz favor...

              1. Perdi-me cronológicamente, alguém viu a minha orelha?

                1. Desculpem... alguém me pode indicar o caminho para Portugal, é que estou perdido neste nevoeiro e o meu cavalo tem os faróis estragados...

                  1. Este design para os comentários é absurdo

              2. Olá rapazote. Prazer em conhecer-te e sendo assim vou fazer o meu primeiro comentário nesta rede social, que para mim não é mais do que "um lavadouro dos anos 60 ou cabeleireiro de velhinhas" e que é o seguinte . " Enquanto não vir alguns milhares de jovens como tu, continuarei a pensar que ando há 56 anos a pregar no deserto". Abraço.

          2. Que tipos tão chatos aqui a comentar, com nomes pirosos de filósofos é filosofia barata. Porra deixem o puto escrever o que lhe vai na alma, pois fica assim mais lavada. DEpois... Passa-lhe com a idade é quando ele chegar à conclusão que afinal a vida é b

    2. Caro Pascal: Comentário infeliz. A pensar assim os nazis não teriam sido eliminados na 2ª Guerra Mundial, já que os Aliados não entrariam na Alemanha, uma vez que a detestavam!

  3. Ando para trás, mais vinte anos. Brinquei ao macaquinho de chinês. Hoje não compro consolas deles. Liam se histórias e contavam-se estórias. Hoje cópia se o Google naquilo que as tecnologias oferecem. Quando era pequenina, não cresci muito..., andávamos de mãos dadas para passar as passadeiras. Hoje há semáforos e somos atropelados. Por homens que não olham com coração e cospem para as pedras da calçada quando olham os velhos que não pertencem a Poesia de Pessoa. Pessoas que como nos, querem crescer depressa, como se o tempo corresse à frente deles. Nessa corrida, contra o vento, perde-se o tempo e a poesia da alma. Perdemos, ganhamos? Não sei. Sei quem sou. Sei para onde vou, não quero ir por aí. Olhai os olhos no coração. Fazei o bem no gesto de humanismo! Precisamos de corações para amar a ciência e a arte. Filosofar Contra as estrelas, como se elas fossem buracos negros, prestes a morrer.

  4. É bom saber que alguém ainda pensa na nossa firma

  5. Saudades desse tempo ,brincavamos a corda ,a bola ,o elastico , faziamos de uma roda de biciclete um binquedo fantástico , brincavamos o esconde esconde , o lencinho ,e tambem trabalhavamos ,no campo em casa ,lavar roupa poisnão havia maquina a não ser , os mais afurtunados

  6. Obrigado pelos breves minutos que "perdi" a ler um texto tão bem escrito na internet, obrigada por me fazeres sentir integrada num mundo onde cada um corre para seu lado sem ter a noção que é preciso pensar, olhar em volta e perceber exactamente o que está a acontecer, o que nos está a acontecer. Sinceramente, obrigada.

  7. Um dos melhores textos que já li, "sei que sou pouco e que pouco sei.." Obrigada por isto, uma realidade que só nos apercebemos quando lemos coisas destas.

  8. Olá Tomás para quem nasceu nos anos 90 digo te que as tuas palavras me fizeram estremecer de emoção pois fizeram me recordar a diferença entre a minha infância que nasci em 1973 e os anos 90 onde fui mãe em.98 e tenho pena os meus filhotes por vezes não ter tido a minha pois estes "putos" dão importância a coisas que eu não dava como ter um telemóvel de topo gama eu saia de manhã de casa e a hora marcada pelos meus pais eu estava de volta sempre na rua a ter aventuras umas melhor que outras tenho marcas no corpo de ter caido das as árvores dos carros de rolamentos, e tc eramos uns "putos" mais simples e humildes a culpa é da sociedades de consumismo mas fico feliz pelos filhos que tenho pq São verdadeiros e mt humildes como o Tomás parece o ser pelas suas palavras .

  9. Só te digo que és um Rei neste mundo já sem reinados. Admiro-te como já não há admiração. Obrigada pelo teu forte sentimento.

  10. Tão real, tão verdadeiro o que acabei de ler! (infelizmente)

  11. Gostei! Sei que sou pouco e que pouco sei também( menos que tu com certeza) mas partilho da mesma opinião e observo muitas vezes estas realidades que me angústiam profundamente apesar de estar muito perto destas geraçãos, se é que não faça mesmo parte dela, pessoalmente não considero que faça. Obrigado

  12. Muita bom pa!

  13. Não posso concordar com a avaliação que fazes da tua -nossa- geração, muito embora seja a mais comum. A norma foi sempre considerar que os jovens "de hoje" (quando quer que esse hoje tenha sido) estão perdidos. Não acho que estejamos. Não acho que não sejamos um exemplo e muito menos concordo que tenhamos a vida facilitada. Somos uma geração informada, muito qualificada e maltratada pelo nosso país. www.perdidaemcombate.com

  14. Gostei! Vou partilhar. Mas vale a pena ouvires o CHANGES do Bowie.... Still don't know what I was waitin' for And my time was runnin' wild A million dead end streets and Every time I thought I'd got it made It seemed the taste was not so sweet So I turned myself to face me But I've never caught a glimpse of How the others must see the faker I'm much too fast to take that test Ch-ch-ch-ch-changes Turn and face the strange Ch-ch-changes Don't want to be a richer man Ch-ch-ch-ch-changes Turn and face the strange Ch-ch-changes Just gonna have to be a different man Time may change me But I can't trace time Mmm, yeah I watch the ripples change their size But never leave the stream Of warm impermanence So the days float through my eyes But still the days seem the same And these children that you spit on As they try to change their worlds Are immune to your consultations They're quite aware of what they're goin' through Ch-ch-ch-ch-changes Turn and face the strange Ch-ch-changes Don't tell them to grow up and out of it Ch-ch-ch-ch-changes Turn and face the strange Ch-ch-changes Where's your shame? You've left us up to our necks in it Time may change me But you can't trace time Strange fascination, fascinatin' Ah, changes are takin' The pace I'm goin' through Ch-ch-ch-ch-changes Turn and face the strange Ch-ch-changes Oh, look out you rock 'n' rollers Ch-ch-ch-ch-changes Turn and face the strange Ch-ch-changes Pretty soon now you're gonna get older Time may change me But I can't trace time I said that time may change me But I can't trace time aproveita e afunda-te naquilo em q te perdes em q t sentes diminuto ou grande por te sentires pequeno. Não vale a pena pensar muito ou então pensa la nas cenas q te vão fazer chegar à conclusão de q não vale a pena pensar muito! aí......curtes o aqui e agora com os avanços e os retrocessos todos q referiste.

  15. Excelente, quer a mensagem, quer a escrita. Como tu, sou dos anos 90.

  16. Hoje em dia temos muito mais facilidades, sim porque antes não era fácil sobreviver para muitos. Mas muito sinceramente eu gostava de ter vivido nesse tempo ou que pessoas desse tempo vivessem agora comigo, já que os que vivem não querem nem às cartas jogar pois os telemóveis sao mais atrativos... -.-´

  17. Excelente texto! Parabéns!

  18. É bom ver isto. É arte no seu melhor, muitos pensamos assim. Mas somos tidos como tolos ou "ragers", o que seja. O mal é ouvir, congratular, mas já passou. Aqui está algo que dá que pensar. Parabéns!

  19. Também nasci em 90 e identifico-me muito com o que escreves. Obrigada por expressares tão bem aquilo que é um sentimento partilhado por muitos.

  20. O que nos passa pela cabeça mas que não sabemos traduzir por palavras, por preguiça ou comodismo, parabéns pelas ideias, pelas palavras e pela vontade de viver (: mais textos por favor

  21. Carrega miudo, a segunda pareceu melhor, admito!

  22. Alguém com princípios, valores... Alguém que , no entanto, se refugia daquilo que seria um longo e gracioso sucesso. Uma escrita impecável, um notório tom receoso. Jovens de 90 devem recuperar aquilo que lhes foi ensinado, não ficaram as consolas, nem os likes... ficará (Deus queira que assim seja) a tradição, os valores que outrora nos foram incutidos como verdades absolutas. Viva aos anos 90, viva a Portugal, viva a tradição. E por fim... faça o favor de se apresentar!!

  23. Quero só dizer que este texto trouxe ao de cima tudo o que sinto e penso. Obrigado por este texto e que continues a escrever, seja em papel ou em computador. Um grade abraço. Despeço-me com amizade. Cumprimentos do amigo dos anos 90. Pedro Mendes

  24. "Somos uma geração informada, muito qualificada e maltratada pelo nosso país. " Uma rapariga escreveu isto num dos comentários. Não, não são. São uma geração que foi enganada. Que acreditou que "qualificada" era o mesmo que "certificada". "Somos a geração mais facilitada e mais preguiçosa. Estamos rotinados e acríticos. Se assim continuarmos, cessem as preocupações dos robôs que substituem os humanos e comecem as dos humanos que substituem os robôs." São a geração mais escolarizada. Agora somem 2+ 2. Os robôs formam-se, voilá, na escola. Educação cómoda (para quem governa). Desprovida de sentido crítico (nunca foi aguçado). Decalque rimou com inteligência. "Fuga de cérebros"? Deixai-me rir. Parabéns pela lucidez, Tomaz. Parabéns,

    1. Ia responder exactamente o mesmo. +1

  25. fico extremamente contente por alguém exteriorizar a minha perspectiva sem sequer ter sido necessário fazer parte da produção. está fantástico. Parabéns

  26. Quando se escolhe ignorar o mundo que nos rodeia é fácil fazê-lo parecer tão fútil. Não existe uma nova vaga de feminismo extremo, e o seu contraponto de redpill/Men's Rights Activism. Não existe luta por direitos LGBT. Não começa a existir diversificação partidária em Portugal. Não existe debate sobre vigilância pública e o limite do conhecimento pessoal de um governo. Não existe um movimento nacional-socialista para contrariar o medo de destruição cultural na Europa devido à imigração e ao liberalismo extremo. Não existe revolta anti estratificação capitalista com o Occupy Wall Street. Nos EUA não existe a revolta anti racismo institucionalizado - BLM. E aparentemente não existe Internet, nem a primeira geração que pode, desde a nascença, descobrir em segundos o que quiser sobre qualquer um destes acontecimentos . Só um tolo, reconhecendo os seus próprios defeitos, os projecta nos seus contemporâneos, enquanto ignora qualquer virtude. Digo isto enquanto bebo um vinho da mesma casta. Também vem pouco apreciada esta câmara de eco, onde reverberam dezenas de louvores, ao lado de uma única dissidente. Com tantos que partilham desta opinião, um leigo até poderia dizer que estamos numa geração activa, não conformista, interessada em tudo o que a rodeia .

  27. ridiculo olhar para o lado e ver um miudo a ser (re)compensado com um ipad por fazer birra num restaurante, quando eu apanhava uma estalada e um berro. 'Ai, mas o meu filho so joga jogos pedagogicos' Estou viva e nao precisei que um jogo de computador me ensinasse a viver. Estou contigo, parabens

  28. Caros coleguinhas, Permitam-me que me apresente, já que o meu nome não é tão sonante e "aclichezado" para uma discussão filosófica como os vossos. O meu nome é Tales, sou de Mileto e lá morri. Sou o primeiro filósofo ocidental, ou seja pré socrático, do qual há registos e portanto uma história a ser contada. Defendi, enquanto vivo, que a força que sustentava o universo era a água! A água era, a meu ver, a "mãe" de todas as coisas, a forma da criaçao teria sido, achava eu, moldada pela água (ao contrário das opiniões dos meus discípulos). Estou aqui, neste mui nobre meio de comunicação, a renovar a minha teoria. A fonte de toda a vida, a coisa que sustenta o universo não é a água, oh como estava enganado..! Nem é um qualquer deus, ou deuses como os dogmáticos diziam no meu tempo, não! Nada disso! A voz do universo é a ironia! A ironia sustenta a humanidade como vigas sustentam o peso de uma casa. A ironia move a sociedade para a sua rotina como rodas de uma engrenagem. Mas acima de tudo, a ironia, meus caros, é tão invisivel a olho nu como um ser unicelular! Tão invisivel que aí o Pascal nem entendeu que fez uma critica à critica deste jovem, usando também o mesmo meio que este usou para se exprimir. Usando também um nome falso, não fosse o jovem descobrir onde o Pascal vivia e lhe fizesse uma esperinha... É que não há um meio melhor de difusão de informação que a internet... E parece-me, ou quer-me parecer, que este jovem criticou excessos, não desejou voltar ao meu tempo e escrever um texto em papel de papiro. Fico triste por si Pascal, que a esta hora e depois destes coleguinhas todos terem aparecido, de certeza que queria a minha água de volta... Para se afogar. Como sempre os melhores cumprimentos, temos que fazer uma reunião um dia destes pessoal! #abreijos #naotenhotwitter #massigammenasliçoesdevida

  29. Com 20 anos agora andei os últimos 5 procurando uma forma de descrever para mim mesmo o que é a geração Z, para onde vai e como vai... Obrigado por me esclarecer um pouco as coisas.

  30. Olá! Gostei do seu texto. Eu nasci nos 60s e cresci com o que aponta como experiências positivas e que o foram, mas também fico com a noção de que o que hoje se experiência é negativo. Quando em puto ia com os amigos para a "casa das "máquinas" jogar videogames, ouvia sempre as vozes dos mais velhos dizerem que já não jogávamos à bola, mas jogávamos e até faltávamos às aulas para o fazer. Os computadores quando apareceram, que nenhum de nós no 9 ano tínhamos visto, iam substituir os livros e até os professores. Ouvíamos Smiths e os Cure que falavam de um presente e futuro negativos, sem esperança. Hoje também há quem cante o mesmo, mas sinto que há um sentimento mais positivo. Há muitos PCs e tablets mas nem tudo é assim tão mau. Fizeram-se revoluções com redes sociais como ponto logístico. E repare nos tais "putos" que nasceram nos 90! A atitude para com os "subgrupos" sociais mudou para melhor e usam as redes sociais para apresentarem ideias e sentimentos profundos e uma postura atenta para com o mundo que os rodeia - basta ler o seu texto! Há mais como você! Gostei. :)

  31. Curti do texto, também sou um gajo dos 90. Não acho que a tecnologia seja má, acho que nós é que a usamos mal. Basicamente retrata a nossa sociedade, nós comparamo-nos ao vizinho e as redes sociais são tipo uma luta de egos, com a minoria que realmente tenta mudar alguma coisa, mas que é ignorado. É mais fácil não pensar nos problemas da sociedade. Também temos uma sociedade ultra capitalista, portanto a Internet também retrata cada vez mais isso. Somos uns pervertidos, temos montes de porno haha (não que ache mal atenção!) A Internet tem imensa informação, e os smartphones são basicamente uma extensão do nosso cérebro. Se as escolas se focassem mais a ensinar as crianças a criticar imparcialmente as ideologias e estruturas, e a utilizar correctamente a Internet, iamos ter uma geração de intelectuais totalmente imparciais a qualquer ideologia fascista, capitalista, religiosa, comunista, conservadora etc... Nós é que temos ainda a tradição do "antigamente" é que era, e de "ai estes putos de hoje em dia" coisa que esse tipo de ensino também poderia evitar. A Internet é a melhor coisa que já nos aconteceu, nós é que ainda não nos inteirámos do seu potencial. Porque facilmente também podemos organizar eventos na Internet prós miudos brincarem e construirem coisas na rua, mas enquanto as pessoas acharem que é preciso uma instituição ou um líder para que as coisas aconteçam, vão ter de esperar que haja dinheiro a ser feito com essas tais coisas. Gostei imenso do teu texto though, demonstras o que imensa gente que pensa nos problemas da sociedade sente, a apatia, a impotência e o medo do desconhecido. O assustador é que és dos poucos que pensa. Anyway, espero que respondas ao meu point acerca da Internet.

  32. Muito bom..."Sei que sou pouco e que pouco sei"

  33. Ainda ha quem escreva e pense :) ou pense e escreva :)

  34. Gostei e odiei.... Gostei do texto, odiei o conteúdo por ser tão verdadeiro...

  35. Parabéns pelo texto Tomas, continua critico, realista , verdadeiro.... mas procura em toda esta realidade, a Felicidade. Vou ser o primeiro a comprar o teu primeiro livro.

  36. Yo dude, ainda tens os iô-iôs? Provavelmente ainda tens e adoras utilizá-los como Ben Wa Balls para conseguir atingir o orgasmo de nostalgia que tanto admiras. Seja como for, bom texto sobre como esta geração é hoje em dia por causa da tecnologia. JK volta para o útero, onde os tempos eram realmente bons porque ainda não existias. 8:::::::::::::::::D~~~~~~~~~~~~~~~~

  37. Muito bom texto, muito bem pensado com um óptimo jogo de palavras. Muitos parabéns, continua a pensar aqui, pode ser que ajudes mais pessoas da nossa geração a pensar e a repensar.

    1. Gostei muito do teu texto, muito bem escrito, abordaste a verdade sobre a sociedade dos nossos dias recorrendo a uma linguagem simples mas em simultâneo utilizando trocadilhos de palavras que realçam a tua mensagem e a tua capacidade de redação. Não te conheço, mas dou-te os parabéns, força! ;)

  38. Muitos Parabéns pelo teu texto! Que continues a ser diferente. Gente genuína faz falta a este país.

  39. Bem dita internet que permite ler este texto e bem dito telemóvel que me permite ligar a ela. As gerações mudam, a consciencia essa cultiva-se e tem que ser podada. Sou de 89 e dou muito valor à minha caixa de berlindes, o mesmo valor dou à minha conta steam e ao poder estar com os meus amigos ás gargalhadas a jogar depois do trabalho. Hoje em dia temos acesso a tudo e podemos aprender o que quisermos, as pessoas são mais conscientes que nos anos 90 apesar de nada exponencial , mas "grão a grão enche a galinha o papo" O teu texto está muito bem escrito, parabéns!

  40. Também nasci nos anos 90 e não há nada que não concorde nesse texto. Parabéns e continua

  41. Muito bom e tristemente verdade. Que grande texto! Mas desejava que nunca um rapaz da tua idade tivesse que o escrever.... e viver.

  42. Excelente trabalho, parabéns!

  43. Adorei! A verdade da nossa sociedade. Parabéns!

    1. Lindo texto ! Mais consciência por favor .. Parabéns

  44. Mentalidade nao evolucionista. Se todos fossemos nostálgicos e dúbios em relação à mudança societária e de comportamentos ainda estavamos todos a bater pedra com pedra em cavernas. Mudança = evolução. Cada fase tem o seu lugar na história. Talvez devesse ler a teoria da destruição criativa de Shumpeter. Extrapola-se perfeitamente para a sociedade e os seus custumes...

    1. Ps: cOstume. Não que seja importante, claro. A língua evolui porque alguns jeitosos gostam dela e registam, fazem disso uma vida. Os velhos do Restelo sempre existiram e a década de 90, ou este texto, é bem representativo. Sou da década de 60, casta de 69.

  45. Percebo a nostalgia ligada aos 90´s até porque nasci em 91, por isso entendo e sinto o texto. Queria primeiro congratular o autor pela escrita, está de facto coesa e transporta o leitor. Mas trata-se do curso da história, inevitavelmente os costumes e tradições mudam assim como as brincadeiras de crianças. Não se pode viver num mundo estático, até porque não é o mundo que muda as pessoas mas sim as pessoas que mudam o mundo, para bem ou pior, a evolução nunca pode ser rejeitada porque afinal, para a frente é que é caminho.

  46. Excelente texto! Muitos parabéns.

  47. Os meus bisavos faziam esse comentario aos meus avos, os meus avos aos meus pais e os meus pais a mim e eu ja sinto necessidade de o fazer, tambem sou de 90! Assim como fazes essa reflexão, também " os teus país " o poderão fazer, enquanto em criança brincavas, "eles" com 12 já tinham de trabalhar. "Tiveste " a oportunidade de brincar e estudar, enquanto que eles para estudar tinham de trabalhar para conseguir pagar os estudos. Cada geração é vítima, ou melhor, é o reflexo do desenvolvimento. Está geração não e pior , nem melhor que as outras, não e por ser uma geração tecnológica que e inferior as anteriores, e diferente. O problema da evolução e acompanha-la com a educação, e preciso educar para tirar o bom proveito do que a evolução nos trás, porque e deveras boa!

  48. Tão real.. Só nos cabe a cada um de nós mudar o futuro. Ainda existem pessoas, que como eu, criticam esta educação, ou a falta dela. O facto de darmos valor às pequenas coisas da vida, que na realidade faziam-nos ser pessoas melhores, mais comunicativas... Enfim.... Os parágrafos seguintes dizem tudo e nada mais tenho a acrescentar. Só lamento não existirem mais pessoas com esta forma de pensar :/ Será que somos seres assim tão estranhos, por não pactuarmos com esta realidade?????

  49. Brilliant text....parabens! Mas concordo com o "outro gajo dos 90" e com o "Tiago Rodrigues" ...e uma questao the olhar e ver...o mundo como foi, como e...como esta...e como...sera....! A tech nao e o lobo mau...temos e q saber viver com o que o desenvolvimento "mudanca" nos propoe...! Concordo que devemos valorizar e manter tradicoes, devemos manter tradicoes e os nossos valores! A tech facilita nos a comunicacao, gracas a ela estamos tds a trocar ideas e a exprimir opinioes validas! Eu sou a favor da tradicao, mas uso a tech a meu favor, e uso porque o mundo hj trabalha com tech e de outra maneira ...nao funciona! Cabe a cada um saber dosiar o uso da tech em suas vidas! O seu texto esta excellente !!! Esta foi so uma opiniao...vista or dada por alguem q vive num mundo tech...mas q pensa como tu, e q tbm gostaria q tudo fosse mais parecido ao antigamente, mas entendo que temos q moldar nos ao presente...! Dentro da minha casa com os meus filhos...ainda existe o antigamente...com um touch inevitavel do tech world ...present world!!!!

  50. Boa história irmão. Conheci-te de perto até à pouco tempo que me desiludiste. Sempre tiveste uma boa imaginação. É por pessoas como tu, que o mundo está no estado em que está. Um dia vais perceber. Os melhores, Vasco

  51. Gratidão imensa! Vale a pena ler o que escreve e como nos descreve enquanto seres viventes de épocas em transmutação! Por favor, seja fiel a si próprio sempre! É um ser que merece o nome de Homem e Pessoa, com tudo o que essas palavras significam! Grata! Abraço de Paz e Luz

  52. No fundo, o importante é encontrar o equilíbrio entre a parte psicológica/emocional e a parte física do ser humano. Mas as pessoas têm tendência a esquecer-se disso. Esse equilíbrio aliado a alguma criatividade permite que o raciocínio se desenvolva de uma forma mais saudável e eficaz. O maior problema é achar que não se tem tempo para parar e reflectir sobre o que quer que seja.

    1. LOL voces falam bem mas não me alegram! E que tal irem trabalhar? Vão contribuir com alguma coisa que valha a pena, palavras não enchem a barriga. O mundo é demasiado grande para mentes tão pequenas ousarem a pensar sobre ele, deixem isso para os verdadeiros pensadores, não para putos inúteis que ainda por cima não se consideram ninguém. Como poderemos nós perder o nosso tempo a ler isto? Que ridículo. Não sei e já disse ou não, mas.... VÃO MAS É TRABALHAR! Anda metade do pais a trabalhar para malandres como vocês serem uma total e completa nulidade para este sociedade, que devias ter menos de tecnológico e mais de gente séria, rigorosa e trabalhadora, bando de hippies mandreões

      1. Leu-

      2. -se

    2. LOL voces falam bem mas não me alegram! E que tal irem trabalhar? Vão contribuir com alguma coisa que valha a pena, palavras não enchem a barriga. O mundo é demasiado grande para mentes tão pequenas ousarem a pensar sobre ele, deixem isso para os verdadeiros pensadores, não para putos inúteis que ainda por cima não se consideram ninguém. Como poderemos nós perder o nosso tempo a ler isto? Que ridículo. Não sei e já disse ou não, mas.... VÃO MAS É TRABALHAR! Anda metade do pais a trabalhar para malandres como vocês serem uma total e completa nulidade para este sociedade, que devias ter menos de tecnológico e mais de gente séria, rigorosa e trabalhadora, bando de hippies mandreões

    3. LOL voces falam bem mas não me alegram! E que tal irem trabalhar? Vão contribuir com alguma coisa que valha a pena, palavras não enchem a barriga. O mundo é demasiado grande para mentes tão pequenas ousarem a pensar sobre ele, deixem isso para os verdadeiros pensadores, não para putos inúteis que ainda por cima não se consideram ninguém. Como poderemos nós perder o nosso tempo a ler isto? Que ridículo. Não sei e já disse ou não, mas.... VÃO MAS É TRABALHAR! Anda metade do pais a trabalhar para malandres como vocês serem uma total e completa nulidade para este sociedade, que devia ter menos de tecnológico e mais de gente séria, rigorosa e trabalhadora, bando de hippies mandreões

    4. LOL voces falam bem mas não me alegram! E que tal irem trabalhar? Vão contribuir com alguma coisa que valha a pena, palavras não enchem a barriga. O mundo é demasiado grande para mentes tão pequenas ousarem a pensar sobre ele, deixem isso para os verdadeiros pensadores, não para putos inúteis que ainda por cima não se consideram ninguém. Como poderemos nós perder o nosso tempo a ler isto? Que ridículo. Não sei e já disse ou não, mas.... VÃO MAS É TRABALHAR! Anda metade do pais a trabalhar para malandres como vocês serem uma total e completa nulidade para este sociedade, que devias ter menos de tecnológico e mais de gente séria, rigorosa e trabalhadora, bando de hippies mandreões

  53. "Não gosto de dinheiro mas gosto da segurança q me traz" só aqui ele reflecte o "tem q ser" (com q todos vivemos, a bem dizer) e isto diz tudo. Temos q nos adaptar e sobreviver. Também ñ gosto de trabalhar para outrem e tenho de o fazer. Por isso "Reflectir na inovação tecnológica (...), numa plataforma online.", de q outra forma o estarias a ler?!?! Constatação de factos, da realidade q vivemos. Ponto. E apesar de (sobre)vivermos nela, ñ tem q nos agradar. Ponto... de exclamação!!! Posto isto, um concelho: Sem sarcásmos e julgamentos, p.f.. Constrói!!! Seja como for, por pergaminho, pombo correio ou por Twitter, constrói! Reflecte e age, nem q seja com esta ferramenta: as palavras! Muito bem, para alguém q nasceu (quase) 20 anos depois de mim ;). Escrevi sempre, desde os meus 13 anos e quando apareceu, passei-os para um blog. No entanto... só para mim e para alguns dos "meus"!!!

  54. Eu chamo-te parvo .l.

  55. Muitos parabéns. Grande texto cheio de verdades, mas não é likes é gostos.

  56. Parabéns por este texto. Está muito bom. Espero que não seja o último.

  57. No ponto! Parabéns

  58. Muito bom. Parabéns!

  59. Deixa-te fluir, carpe diem, só sei que nada sei.................ri muito, respira fundo e nunca te esqueças que é na simplicidade que reside a maior das sofisticações.....................relativiza tudo e como diria um psiquiatra americano " Don´t sweat abou the small stuff, cause at the end all is small stuff! " diverte-te................................................abraço.

  60. Não sou nada de perder o meu tempo a fazer comentários no mundo online, mas talvez porque poucas são as vezes em que me deparo com algo que acrescente algo de novo a este mundo na perpectiva que sinto necessário e urgente ele evoluir. MAS um enorme MUITO OBRIGADO, só espero que este texto chegue ao mais gente possível, porque quem fala assim não é gago...

  61. Grande artigo, sim senhor! Fiquei francamente admirada com o discernimento dos pensamentos nele descritos e traduzem, literalmente, o que realmente acontece atualmente com a geração que nasceu nos anos 90. Sei perfeitamente o que o Tomáz quer dizer com a ideia que passa , de essa ser, no geral, uma geração como que "perdida" num limbo, num sou e não sou, estou e não estou, sei e não sei, vou mas não vou... Eu nasci nos anos 70, por isso cresci nos fabulosos anos 80, e realmente, para mim, a década de 90 e a posterior, até meados desta última, soou-me estranha, algo alienada, ou se calhar eu é que o estava. Talvez por a tal transição ter ocorrido de um modo súbito e repentino, não sei, e a adaptação me ter sido algo difícil. Mas note-se que nunca senti o que o Tomáz descreve em relação ao que sente, talvez porque ainda lidei efetivamente com tudo ou quase tudo aquilo que foi posteriormente substituído. Se a geração do Tomáz, subitamente se visse sem computadores, teclados, ratos e tudo isso que nós sabemos, e sem ser o escrever à mão, saberiam fazê-lo numa máquina de escrever, e nas manuais, não nas elétricas ou eletrónicas? E será que ganhariam o gosto pela leitura de livros a sério e não virtuais? Sentir-lhes o cheiro, o cheiro das folhas novas ou antigas, sentir o przer de os folhear, de lhes tocar? Não sei. Certamente teriam que se adaptar como eu me adaptei (bem ou mal), às mudanças que ocorreram. Mas seria interessante assistir a uma (nova) mudança tão drástica quanto foi a anterior. Mas deixo uma palavra de alento e incentivo, não só ao Tomáz, como a todos os que se sentem como ele, para que não se atenham apenas ao que lhes óbvio e àquilo que lhes parece que já não podem passar sem, e alarguem os seu horizontes mentais e intelectuais para outros campos, outros interesses, alguns deles se calhar já considerados obsoletos ( e não estou agora a falar das máquinas de escrever, foi só um exemplo). Verão o mundo de descobertas que vão encontrar...

  62. Não está tudo perdido quando podemos pensar que uma pessoa, nem que seja só uma, pode transmitir em poucas frases o sentimento de toda uma geração.

  63. Texto brilhante! Vou ficar à espera do próximo ....

    1. gostei

  64. Bem Tomás, em primeiro lugar quero dizer que só porque achas que sabes dissertar filosoficamente sobre um assunto não quer dizer que realmente saibas, e muito menos quer dizer que o devas. Tudo aquilo que escreveste não passam de críticas típicas de um revoltado "keyboard warrior" que acha que os mais novos não viveram nada, tentando superiorizar-se; apesar de apenas teres 19 anos. Os teus devaneios pseudo-intelectuais sobre como o mundo está a entrar em colapso por causa da tecnologia e outras causas que falaste são risíveis e deploráveis. Os teus sentimentos kafkaescos perante a efemeridade da época conemporânea na história (e perante a vida em geral) são simplesmente infundados e têm claramente por objetivo agradar putos e pitas que se sentem também eles intelectuais e superiores ao lerem estes textos; pois pudera, vêem palavras e vocabulário "de menino grande" e pensam logo (erroneamente) que quem escreveu (e ainda por cima da mesma faixa etária que eles!) é o apogeu do pensamento crítico e merece toda a bajulação possível em likes e comentários. Pois bem rapaz, finalizando apenas digo que também já li alguns textos da tua autoria, nomeadamente no facebook, e quero dizer-te que não és nem de perto tão inteligente e perspicaz quanto te achas. Este texto não acrescenta nada e mais parece próprio de uma entrada num diário de um adolescente que se ache intelectual e revolucionário.

  65. Nada a acrescentar... brilhante...

  66. /vénia!

  67. Parabéns Tomás. Somos da geração que costuma gostar mais de criticar do que aplaudir. O meu aplauso para o teu texto. Parabéns uma vez mais. Um grande abraço.

  68. Há pessoas aqui que ficaram tão esclarecidas com a tua apresentação que te congratulam chamando "Tomás", porém, passando ao que importa: -Toda essa falsa pretensa à volta do que não és e do que não tens nada mais serve que não para ser base de um discurso cíclico, ridiculamente poetizado (tentativa falhada de) por frases que ficam tão bem que nem oregãos em aletria, e passo a citar: "Os meus pais sabiam dos rios e eu mal sei se me rio". Ridicularia pura, desculpa se te soa agressivo, mas... -Procuras instaurar um discurso subversivo, e o teu alvo é a nova sociedade engolida pela evolução dos novos media. Aproveitas-te do rebanho que negativamente criticas para lançar achas para a fogueira que também é tua, ou traduzindo por miúdos, fazes o teu grito do ipiranga no local onde o que repugnas te rodeia: a Internet -Numa próxima, e atenção que não te quero pôr a baixo, abandona lá o teu ego pseudo-crítico e revolta-te ao ar livre. Sai da frente do computador onde escreveste esse texto e focaliza acções num sítio físico, onde toda a tua "velha infância" pudesse acontecer, se ainda a fosse. "Porque é que vieste criticar?" e outro tipo de perguntas são escusadas. Faço parte dessa nova fase ('não-era' nas tuas palavras) e repudia-me tanta hipocrisia e tanta leveza num assunto tão mais denso, da tua parte, e dos cordeirinhos que apenas abanam a cabeça, deixando o som da sineta que trazem ao pescoço ecoar. E se eles a ouvissem...

  69. Parabéns pelo fantástico texto, pelo desabafo. Como compreendo a demência, a sobriedade na cerveja, a vida em dormência.

    1. É Maravilhoso ! Estou estupefata! Parabéns! Lindo!

  70. Um excelente texto! Bem escrito! Parabéns ao Tomás! Nada mais!!! Deixemo-nos de acreditar que antigamente é que era bom, que antigamente é que havia valores, etc. Hoje tal como ontem, existem pessoas fantásticas e pessoas medíocres, o bem e o mal! A história está cheia de péssimos exemplos do passado. Façamos a nossa parte, e aproveitemos a vida, cada dia, cada época. AGORA é o momento. Tão bom ou tão mau como todos os outros.

  71. Bela escrita... mas tão péssimista :( A vida está aí para que façamos dela o que nós quisermos... ela é NOSSA. É TUA. Neste texto deste o que te ia na alma e já recebeste aqui um monte de comentários /ensinamentos e agradecimentos. A Vida é o que fazemo

  72. O meu comentário pode não servir de muito, mas, depois de ler este texto, embora muito bem escrito, não pude parar de pensar o quão tu defines a sociedade como uma coisa sem emenda. Digo, pois, que estás errado, a sociedade, mais concretamente, nós, somos

  73. Simplesmente genial!!! ...e parabéns pela mensagem

  74. Muito bom

  75. a Idade das Aparências , esta época . Que bem que a descreveu. Que mal termos de viver nela.

  76. Obrigado por inquietares, se é que inquietas.

  77. Fantástico a forma como escreves!!! E como pensas!

  78. Que bom! Que bom!! O comentário, o assunto, e a pessoa que o comenta. Ademiro muito as pessoas que sabem escrever , e descrever estas verdades. Sinto cada palavra que foi aqui citada. Obrigada , parabéns.

  79. Sou dos anos 60, penso como tu. Mas tu escreves muito muito bem, continua. Parabéns

  80. Encantada com tudo o que acabo de ler, texto magnifico, comentários de pessoas que pensam e que fizeram eco e respostas cheias de humor e profundas. Tudo isto numa época em que se torna difícil encontrar pessoas, mais novas, ou mais velhas que queiram con

  81. Olá Tomaz sou dos anos 70, o que descreves de forma magnífica é uma realidade dos dias de hoje . Pensar e refletir custa muito ( da trabalho ! ), parabéns pela reflexão .

  82. Vai em frente companheiro. ... quanta alegria me dás, em cada linha, cada palavra. Haja sempre lugar para Gente como tu. Bravo !!!

  83. Maravilhoso! Obrigada por este momento! Um beijinho enorme e continue a nos proporcionar momentos desses!

  84. Gostei muito do que li e preferia não ter lido.... todos sabemos que é assim ...é fácil dizer mais difícil é escrever... tão real ....autentico. Parabens

  85. Inteligência com consciência, paga-se em inquietude e angústias. É um preço incómodo, mas vale a pena. Atravessar esta existência sem exercitar a molécula é demasiado triste, embora mais cómodo. Gostei de lê-lo. Foi um revisitar o passado em Brideshead e

  86. Boa "miudo", faz falta gente pensante como tu no mundo.

  87. Anos 90... Aqueles anos que deveriam ser uns grandes anos, mas tal como disseste, não passam de uns anos de transição. E demente? Talvez o sejas, mas és um bom demente.

  88. Já faz um ano que foi feito este texto e, até agora, nada mudou. E se mudou, foi para pior.

  89. Muito Obrigado por esta chapada de luva Branca! Grande texto, Parabéns!

  90. Como me identifico com as suas palavras... Parabéns pela coragem !

  91. Muito bem escrito, grande realidade da atualidade, ótima reflexão. Sou do fim do ano de 1975 o que eu brinquei, o que eu toquei o que eu senti e que boas relações humanas formei... Abraço

  92. Parabéns pelas tuas capacidades de escrita, no entanto, em termos de conteúdo repetes o que todas as gerações dizem. Só vês o negativo e não as milhões de possibilidades que a evolução da tecnologia nos traz. A "nossa" geração (sou de 96, portanto tive a

  93. Soneto Ditado na Agonia Já Bocage não sou!... À cova escura Meu estro vai parar desfeito em vento... Eu aos Céus ultrajei! O meu tormento Leve me torne sempre a terra dura; Conheço agora já quão vã figura, Em prosa e verso fez meu louco intento:

  94. É de mim ou fomos a última geração (anos 90) a saber o que era de facto brincar, a encontrar os amigos na rua, a brincar às escondidas num jardim? Obrigada tomaz , encontrei-me em todas as tuas palavras.

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